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quinta-feira, 5 de novembro de 2026

o que as empresas estão fazendo com inteligência artificial

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A web agêntica chegou. O uso real, ainda não.

O MIT Technology Review anuncia a virada; o DoorDash diz que agentes de fora geraram só centenas de pedidos.

por Redação Referências1 min de leitura2 fontes ↓

A web agêntica chegou. O uso real, ainda não.
imagem: MIT Technology Review

O MIT Technology Review publicou em 2 de novembro um texto declarando que a web agêntica chegou. O argumento parte de uma ideia antiga: em 2001, uma década depois de inventar a World Wide Web, Tim Berners-Lee descreveu com dois colegas, na Scientific American, uma web em que programas agissem em nome das pessoas. A publicação sustenta que esse momento é agora.

Três dias antes, o Ars Technica havia publicado um número que vai na direção contrária. Segundo a reportagem, o DoorDash afirma que agentes de IA de terceiros geraram, até aqui, apenas centenas de pedidos na plataforma. A própria reportagem pondera que o uso é novo e que é cedo para concluir.

Por que as duas coisas podem ser verdade

Anúncio de capacidade e adoção são medidas diferentes, e costumam andar com anos de distância. A tecnologia existir, funcionar em demonstração e estar disponível numa API não diz quantas pessoas a usaram para fazer algo que antes faziam de outro jeito.

Para quem decide numa empresa, a pergunta útil não é se a web agêntica chegou, mas o que já se pode medir: quantos pedidos, quantos atendimentos, quantas tarefas saíram do humano para o agente — e quanto isso custou. O número do DoorDash é um dos poucos públicos nessa casa.

Esta matéria foi escrita a partir do que as duas publicações afirmam. O Referências não teve acesso aos dados do DoorDash nem a números independentes de uso de agentes.

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